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Richard Dawkins, estilo South Park

É menos de minuto e meio, por isso vê-se num instante.

E, se quiserem ver a versão original…

e ainda (parte 2 do anterior: perguntas do público e respostas)…

(se estás num agregador e não vês os vídeos, clicka aqui.)

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2 Comentários a “Richard Dawkins, estilo South Park”

  1. Caro,

    Passei aqui outras vezes e noto que o blog, apesar dos textos de boa qualidade, insiste no modelo de contrapor ateísmo às religiões.

    Tudo o que os religiosos desejam é que ateus discutam religiões.

    Ateísmo é concepção filosófica sofisticada, autônoma e, justamente por isso, pode (e deve) ser discutido fora de temas religiosos. Infelizmente, a maioria (talvez todos) dos blogs ateus caem na mesma cilada das divindades.

    Em meu humilde blog brasileiro tratei, em texto de 18/11/2008, dessa questão sob o título de “Sobre Ateísmo”.

    Saudações

    • Olá,

      obrigado pelo elogio. 🙂

      A forma como eu vejo a coisa é um pouco diferente: o ateísmo na sua definição mais básica é simplesmente a ausência de crença num ou mais deuses. Não é, por si só, uma posição, ou um sistema de valores. (Algo bem distinto de dizer que ateus não têm um sistema de valores — ou melhor, têm, cada um, mas não têm todos um só sistema, já que o ateísmo não é um. Esta frase ficou estranha…)

      No meu caso, se bem que me interessam as várias questões filosóficas relacionadas, por outro lado o que me importa / preocupa mais é o que acontece no mundo à minha volta, e a questão de tentar — com a influência ínfima que possa vir a ter — tornar esse mundo um nadinha melhor. Daí não poder — nem querer — ignorar o mal feito no mundo pelas várias religiões.

      Por outro lado, há imensos preconceitos em relação ao ateísmo e aos ateus — desde os Evangélicos nos EUA que nos acham monstros imorais e que afirmam não ver nenhuma possibilidade de moralidade sem crença em (e medo de) Deus, até aos Portugueses à minha volta, tão tipicamente apáticos, que mesmo assim dizem disparates ignorantes e impensados como “eu sou é agnóstico, os ateus são tão fanáticos como os piores dos crentes”. Daí, acho importante que haja (mais) um sítio na net para que pelo menos quem tenha alguma curiosidade e algum interesse pela verdade (em vez de acreditar nos estereotipos ou no que o padre/pastor lhe disse) possa aprender algo sobre o assunto.

      Concluindo: percebo o que queres dizer, e faz sentido (vi a comparação no teu blog, a vegetarianos que praticamente só falassem de carne), mas, tal como disse, não considero o ateísmo na sua definição mais simples uma filosofia (tal como não acreditar no Pai Natal não o é… mas acreditar nele em adulto seria sinal de doença mental), e acho que criticar a religião — tanto em termos de veracidade ou não das suas alegações, tanto em termos do mal que esta faz no mundo — é importante e até necessário, porque pouca gente o faz realmente.

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