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História: a relação entre o Cristianismo e a democracia

Gostei muito de ler este artigo.

O irónico é que eles (igrejas / denominações Cristãs) “suportam” a democracia nas poucas vezes que lhes convém, como na questão do casamento homossexual na Califórnia. Para quem não sabe a história, houve um referendo (na mesma altura das últimas eleições presidenciais, em 2008) para proibir o casamento homossexual nesse estado, e depois de uma campanha de mentiras muito bem financiada pela Igreja Católica e pelos Mórmons de Utah, a proibição ganhou com 52% dos votos… para agora um juiz federal determinar (e muito bem) que tal proibição é 100% anti-constitucional, é uma maioria a tirar direitos a uma minoria, e essa maioria nunca explicou apropriadamente como é que a proibição serve o bem público — criam slogans como “Protect Marriage”, mas quando — em pleno tribunal — o juiz lhes pergunta do que é que o casamento está a ser protegido, não sabem responder. Mas, com isto tudo, vêm agora reclamar que “a vontade do povo” não está a ser respeitada, que o juiz é “anti-democrático”, e afins.

Que hipocrisia suprema, considerando (ver o link inicial) como eles trataram a “democracia” ao longo da história…

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Um Comentário a “História: a relação entre o Cristianismo e a democracia”

  1. Ivani Medina diz:

    Somente o colégio dos pastores tem o direito de dirigir e governar. A massa não tem direitos, a não ser o de deixar-se governar qual um rebanho obediente que segue o seu pastor. (Papa Pio X, 1835-1914).

    Quando o cristianismo se apoderou do poder de Roma o destino do Ocidente estava selado. Ao contrário do que alguns imaginam, não foi Constantino que se aproveitou da ocasião. Ele foi criado na Ásia Menor, era filho de gregos e detestava Roma. Já no final do primeiro século a antiga classe média de origem italiana havia sido substituída por outra de origem anatoliana. Nas ruas de Roma ouvia-se mais o grego do que o latim. Os primeiros propagandistas cristãos chegaram a Roma, vindos em sua maioria da Ásia Menor, na segunda metade do segundo século. Eram todos gregos. Havia muita diferença entre os gregos de cada lugar e especialmente de cada época. O entendimento varia com as condições de cada momento.

    O grego do período clássico aperfeiçoou a democracia; o grego do período helenístico namorou o imperialismo e o grego do período de dominação romana sepultou a democracia porque se viu com motivos para isso. A igreja patrística era toda grega. O cristianismo é grego e não judeu, como conta o Novo Testamento que foi escrito por aqueles. É que os gregos enfrentavam com desvantagem, no primeiro século, a concorrência dos judeus. Os romanos haviam concedido a religião judaica o status de religio licita, havia conversões por toda parte e a procriação acelerada nos bairros judeus era vista pelos gregos como uma grande ameaça. A única solução foi a criação de um antídoto para que o mundo não judaizasse. Eis a origem do cristianismo, o judaísmo pagão. No Ocidente a cultura e a história, conseqüentemente, sempre estiveram sob domínio grego. Era preciso mudar para assim permanecer e é o vencedor quem conta a história. Aí vai um vídeo como um resumo musicado.

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