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Arquivo da Categoria ‘Comics’

Beta Ray Bill, o ateu

Quinta-feira, 30 de Dezembro, 2010

Não posso resistir a partilhar o seguinte (obrigado, André):

I am alone. I look at the heavens and think them empty. And if not empty, I find the idea of worshipping whatever dwells there obscene.

(fonte: Beta Ray Bill: The Green of Eden)

Em 3 quadradinhos e com pouco diálogo, resume não só o ateísmo — incluindo a ideia de que, mesmo que algo existisse, “adorar-se” automaticamente esse algo seria de um rastejar cobarde e repugnante –, como tambem o humanismo — fazer o “bem” não por medo de castigo ou desejo de recompensa, mas porque é a coisa certa a fazer, porque este universo é, tanto quanto sabemos, o único que temos, e, se o podemos influenciar de alguma forma, que seja de uma forma boa.

Cectic: webcomic de cepticismo

Quinta-feira, 8 de Julho, 2010

Cectic é um webcomic que já acabou há uns anos (se bem que o autor fez 2 novos comics mais recentemente) cujo tema é, como o nome sugere, o cepticismo. Tudo com algum humor, é claro.

Alguns dos meus preferidos:

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Prayer Failure – algo que gostava que médicos e familiares fizessem a doentes destes, para abrirem um pouco os olhos.

 

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The Tides of Crime – Um exemplo perfeito da falácia habitualmente descrita como “counting the hits and ignoring the misses”. Obviamente a lua cheia não faz qualquer diferença, mas isso não impede o polícia em questão de acreditar que faz… porque inconscientemente ignora todas as vezes em que a sua teoria é contrariada.

 

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The day Mom found religion – É muito mais fácil (e cobarde) inventar “bichos papões” do que realmente ensinar moralidade e ética aos filhos. Quando ficam maduros demais para o Pai Natal, é altura de lhes introduzir uma versão um pouco menos infantil… e muito mais nefasta.

 

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Aspirin Versus Prayer – Quando se interpreta todos os resultados segundo uma visão distorcida da realidade, todos esses resultados parecem confirmar essa visão. Em último caso, há sempre o “Deus tem um plano”.

 

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Conclusive Proof – Já ouviram falar em “double standards”? Eis um exemplo dos mesmos. Para quem é tão irracional e intelectualmente desonesto que as suas crenças existem de acordo com os seus desejos e não com a sua observação, não custa nada ser-se incrivelmente “céptico” relativamente a algo em que não se quer acreditar, e em simultâneo ser-se o maior dos crédulos em relação a algo em que se quer.

 

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An Atheist’s Endearment – Ocasionalmente, este comic consegue ser “tocante”; este é um exemplo. A ideia de que a nossa vida, as nossas relações e os nossos sentimentos são insignificantes só por a nossa vida ser finita é absolutamente repugnante, e insulta tudo o que já sentimos, fizemos e somos.

 

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Vocations – E ocasionalmente ele é “poético”. O universo em que vivemos é maravilhoso — mas reduzir tudo a “foideus” ou “diznabíblia” é do mais limitado — e estúpido, e desperdício de oxigénio — que se pode imaginar.

 

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Sense of Mystery – uma boa resposta para quem é tão cego e ignorante que julga que é preciso existir o “paranormal” para o universo ser fascinante. Só pensa tal barbaridade quem não sabe nada de nada. Bónus por incluir uma cena do último episódio do Star Trek: The Next Generation (“All Good Things…”). 🙂

Bento XVI é ateu! Católicos, revoltem-se!

Quarta-feira, 5 de Maio, 2010
Bento XVI é ateu

Estou obviamente meio a brincar no título deste post, mas, por outro lado, fora de brincadeiras, se o Papa e os que estão directamente abaixo dele realmente acreditassem que 1) Deus existe, 2) eles são os representantes do mesmo na Terra e 3) Deus atende a preces, então não faria sentido toda esta segurança “laica”. O que só prova que entre a protecção de Deus e a da polícia, preferem a segunda — ou pelo menos não a dispensam, o que prova que não confiam totalmente na primeira.

(via Portal Ateu)

Super-Homem, um humanista?

Terça-feira, 30 de Março, 2010
Superman the humanist

(via Pharyngula)

“Tem de existir algum tipo de deus, logo a minha religião está 100% certa!”

Sexta-feira, 12 de Março, 2010
Tem de existir um criador, logo esta religião específica está 100% certa!

Já mencionei em O problema de “Deus existe porque o universo existe” que a ideia de que a complexidade do universo implica algum tipo de criador não se reflecte de forma alguma em “Deus é assim” ou “quer assado” ou “Jesus morreu pelos nossos pecados”1 ou qualquer outra crença ou dogma das várias religiões existentes.

“Tem de existir algum tipo de deus / criador”, se fosse correcto (não é), implicaria apenas isso — que tem de haver algum tipo de deus. Não implicaria absolutamente nada sobre ele (ela? eles?), sobre a sua história, os seus desejos, a sua moralidade, ou mesmo o facto de ainda estar “vivo”; não implicaria, de forma alguma, que esta ou aquela religião estão certas, e chegar a essa conclusão não passa de desonestidade intelectual.

O comic acima, de ontem, demonstra bem esse erro, infelizmente muito típico…

  1. isto é, Deus teve de vir ao mundo e ser torturado e morto para nos conseguir perdoar []

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