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Arquivo da Categoria ‘FAQ de Ateísmo’

FAQ: “O que é que os ateus adoram, então?”

Quarta-feira, 17 de Fevereiro, 2010

Depende do que queres dizer com “adorar”. Se te referes a admirar, respeitar, tentar emular, ou acreditar em, eu não posso responder a essa questão, já que cada ateu é diferente. Não há nada na etiqueta “ateu” que especifique nenhuma dessas coisas em relação a uma pessoa.

Se queres dizer num sentido religioso, a resposta é simples: nada.

A fonte de dúvida aqui é que muitos crentes são ensinados desde pequenos que o “adorar” é algo essencial e universal nos seres humanos; por outras palavras, que toda a gente adora alguém ou algo. Como os ateus não acreditam em deuses — e, mais especificamente, não acreditam no teu deus –, talvez te tenham ensinado, ou talvez tenhas concluído, que os ateus simplesmente adoram algo ou alguém diferente. É comum os ateus serem acusados de adorar:

  • eles próprios
  • a humanidade
  • Charles Darwin
  • o materialismo
  • o dinheiro
  • a ciência
  • a razão / a mente
  • a natureza
  • o comunismo
  • Richard Dawkins
  • o niilismo
  • outros deuses que não o teu (o que contradiz a definição de “ateu”, mas não nos vamos preocupar com isso agora…)
  • Satanás (!)

e outros.

Como é óbvio e nem devia precisar de ser mencionado, todas essas afirmações são falsas. Ateus não “adoram”, no sentido religioso. Podemos respeitar, podemos admirar, podemos até sentir reverência (e muitos de nós sentimos, por exemplo, pela natureza, ou por uma obra de arte). Mas “adoração” implica algo diferente. E o adorar de algo, tal como ter uma religião, ou ter um carro, não são uma parte essencial do que é ser um ser humano.

(Nota: por favor, restringe quaisquer comentário que faças à pergunta e resposta anteriores, e não a outros assuntos, como a existência ou não-existência de Deus. Obrigado.)

FAQ: “O ateísmo não passa de mais uma religião!”

Quarta-feira, 17 de Fevereiro, 2010

Isso não é uma pergunta. :) Mas, respondendo, essa acusação (e, sim, é uma acusação — e um crente que a faça devia pensar um pouco no facto de ter acabado de usar “religião” como um insulto…) pode ter vários significados diferentes. Um deles é o comum “os ateus adoram / idolatram a ciência / Satanás / Darwin / a eles próprios”, que vai ser tratado numa entrada seguinte do FAQ.

Outra alternativa é que não acreditar em nenhum deus — isto é, acreditar num universo 100% natural, sem um criador — requer tanta fé como o Cristianismo ou qualquer outra religião. Isso também fica para uma entrada futura.

Finalmente, há o significado a ser abordado agora: que o ateísmo é uma religião no sentido em que é algo em que a pessoa acredita, com fé, com dogma a seguir, com “fiéis”, uma hierarquia, e afins.

O que é que define uma “religião”? Basicamente, uma religião é um sistema de crença, que inclui regras de comportamento, rituais, em muitos casos (não todos) um elemento sobrenatural (ex. milagres), afirmações sobre a origem do universo, sobre a razão de existirmos, o nosso propósito no mundo, e o que acontece depois de morrermos. Há normalmente também uma hierarquia, sobretudo no Catolicismo.

Bem, o ateísmo puro não inclui nada disso. O ateísmo é apenas a falta de crença num deus ou deuses; não há regras de conduta, rituais, afirmações sobre porque é que estamos aqui, ou sobre o que devemos fazer. Nem faz sentido falar de “crenças ateias”, porque a única coisa que os ateus têm em comum é que não acreditam em algo em que muita gente acredita. Na verdade, como já foi sugerido antes, a palavra “ateu” nem devia existir, já que não temos — ou precisamos de — palavras que signifiquem “pessoa que não acredita em astrologia” ou “pessoa que não acredita no Pai Natal”.

Enquanto as religiões, em geral, geram alguma homogeneidade entre os crentes de cada uma (por haver um livro sagrado comum, um conjunto de crenças em comum, um fundador, e assim por diante), o ateísmo não é nada assim. Alguns ateus (mas não todos) são cépticos, e chegam ao ateísmo simplesmente por não verem qualquer evidência da existência de qualquer deus. Outros terão outras razões (incluindo nunca terem pensado no assunto, o chamado “apateísmo”). Mas, fora essa não-crença, não temos realmente nada em comum. Da mesma forma que toda a gente que não colecciona selos não forma um grupo.

P.S. – se estás aqui a pensar algo como “ah, apanhei-te, acabaste de admitir que os ateus não têm qualquer código de conduta, de moralidade, etc.”, não foi isso que eu disse. Eu disse que o ateísmo não o tem, não que os ateus não o têm. O ateísmo é simplesmente uma não-crença em algo, não é suposto ser um sistema de moralidade. Não acreditar em Deus (por exemplo, no deus Cristão) não nos diz como agir no mundo, assim como não acreditar no coelhinho da Páscoa não nos dá regras morais… logo, temos de as ir buscar a outros sítios. O humanismo secular, do qual quero falar mais no futuro, é o sistema moral provavelmente mais comum entre os ateus (incluindo o autor deste blog), mas está longe de ser o único. E, sim, é possível ser um ateu e ser um monstro… tal como o crente mais devoto do mundo em qualquer religião (incluindo a tua) o pode ser.

(Nota: por favor, restringe quaisquer comentário que faças à pergunta e resposta anteriores, e não a outros assuntos, como a existência ou não-existência de Deus. Obrigado.)

FAQ: “Não é melhor acreditar, por via das dúvidas? Afinal, se eu estiver errado, não perco grande coisa, mas se tu estiveres errado…”

Quarta-feira, 17 de Fevereiro, 2010

A tua questão é, essencialmente, aquilo que é conhecido como Aposta de Pascal (em inglês, Pascal’s Wager). Foi sugerida por Blaise Pascal, matemático francês do século XVII, e continua a ser repetida (e repetida, e repetida) por apologistas Cristãos, muitos dos quais, aparentemente, julgam que são os primeiros a atingir essa conclusão, já que fazem essa pergunta com uma atitude de “aposto que nunca pensaste nisto!”…

À primeira vista, parece fazer sentido. Afinal, um crente que esteja errado (i.e. afinal de contas Deus não existe) não perde, aparentemente, grande coisa (perda finita), mas um não-crente que esteja errado (i.e. afinal Deus existe) será condenado a uma eternidade de sofrimento no Inferno — punição infinita, e, por isso, perda infinita. Portanto, fará sentido “jogar pelo seguro” e acreditar… certo?

Não exactamente. Lembra-te de que Pascal sugeriu isto há cerca de 350 anos, uma altura em que, basicamente, havia uma religião à volta dele: o Catolicismo. Não é bem assim, hoje em dia… há centenas, se não milhares de variantes do Cristianismo, muitas das quais afirmam ser a única versão / interpretação válida, estando os crentes de todas as outras versões tão condenados como qualquer “infiel”. E isso é só o Cristianismo; outras religiões, como o Judaísmo (com todas as suas variantes) e o Islão (com todas as suas variantes) também incluem exigências de exclusividade (e descrevem os seus deuses como “ciumentos” — palavras deles!). Devido a essa exclusividade, não é permitido escolher várias religiões / deuses em simultâneo, “por via das dúvidas”. E, claro, há outras religiões no mundo além dos três monoteísmos.

Na verdade, se formos pela Aposta de Pascal, havendo tantas religiões, as probabilidades de escolher a religião errada, e dessa forma ser condenado, são bem acima de 99%, e para todos os efeitos indistinguíveis das chances de ir para o Inferno sendo um ateu (de acordo com a Aposta).

Ou, pondo a coisa de outra forma: vamos assumir que és um Cristão. Qualquer Muçulmano vai-te dizer que irás para um “lago de fogo” por não acreditares em Alá, ou por acreditares que Deus teve um filho (parte da teologia Muçulmana é que quem tiver essa crença está condenado). Não é melhor acreditar, por via das dúvidas? Não estás a arriscar imenso por não acreditares em Alá? Mas se o fizeres, tens de rejeitar a divindade de Jesus Cristo (ambas as religiões exigem crenças incompatíveis), e, aí, se o Cristianismo estiver certo vais também para o Inferno.

Não podes escolher ambas. E a ideia de que “todos adoram o mesmo deus, e as várias interpretações são válidas” é um modernismo inventado recentemente, em nada suportado pelos livros sagrados, nem pela maioria dos crentes de ambas as religiões. O mesmo para a ideia de que “Deus é bom e não enviaria ninguém para um inferno”.

Há mais problemas com a Aposta de Pascal. Por exemplo, é realmente possível escolher as nossas crenças? Serias capaz de decidir amanhã que, por razões de segurança, não acreditas mais em Yahweh / Jesus, e que acreditas que Alá é o verdadeiro e único deus? Essa crença seria sincera? E, não sendo sincera, achas que algum deus realmente digno desse nome se deixaria enganar?

Também não é realmente verdade que um crente que esteja errado (isto é, acredite toda a sua vida, e afinal não exista qualquer deus) “não perde muito”. Isso será assunto para outro post neste blog, mas, resumindo muito, tal crente, em grande parte, desperdiçou a sua vida, traiu o seu intelecto e a realidade, promoveu uma mentira, combateu a educação e o avanço da ciência, provavelmente contribuiu para aumentar o sofrimento humano (crentes em geral são mais conservadores do que o resto da população, e por isso acham perfeitamente aceitável — e até virtuoso — tirar direitos básicos a outros (homossexuais, mulheres, etc.), ou propagar doenças proibindo o uso de preservativos e opondo-se à educação sexual, porque “Deus assim quer”), e aceitou a ignorância (encarnada na resposta “foi Deus”) em vez de tentar realmente entender o mundo em que vivemos. Em resumo, desperdiçou a sua vida em nome de uma mentira. O medo de admitir isto, infelizmente, mantém muitos crentes presos na sua crença, já que ninguém gosta de admitir que foi enganado e que desperdiçou anos ou décadas de uma vida que, afinal, é a única que tem.

(Nota: por favor, restringe quaisquer comentário que faças à pergunta e resposta anteriores, e não a outros assuntos, como a existência ou não-existência de Deus. Obrigado.)

FAQ: “Sem Deus / religião / a Bíblia, como é que pode haver moralidade?”

Terça-feira, 16 de Fevereiro, 2010

(Nota: esta pergunta não é uma repetição da aparentemente semelhante “Sem crença numa recompensa ou castigo eternos, como é que é possível ser-se moral?“. Essa referia-se às pessoas “portarem-se bem” por medo de punição ou desejo de recompensa; esta aqui é sobre a crença comum da parte dos crentes (e, incrivelmente, de alguns não-crentes, também) de que as regras éticas da sociedade, a nossa moralidade, o nosso “standard” de certo e errado vêm de Deus / da religião / da Bíblia.)

Isto pode ser uma surpresa para ti, mas se és uma pessoa boa, atenciosa, altruísta no bom sentido, e que se importa com os outros, não retiraste isso da religião. Muito pelo contrário.

Se (muito comum nos países Católicos da Europa, como Portugal) a tua religião é simplesmente “acredito que Deus é como um pai que nos ama, e que quer que sejamos bons uns para os outros”, então, se por um lado és muito mais saudável e ético do que um enorme número de crentes, por outro lado inventaste essa religião. Criaste-a. Ou, em alternativa, o padre ou pastor que te instruiu sobre Deus e a religião inventou-a ele próprio.

Isto porque “simplesmente sejam bons uns para os outros” é uma filosofia que virtualmente não é suportada na Bíblia Cristã. Não é isso que o deus Cristão é retratado como sendo, ou como querendo — especialmente, mas não apenas, no Antigo Testamento. De forma alguma.

De acordo com a Bíblia — e, mais uma vez, se a ignoras, estás a inventar a tua própria religião –, Deus realmente acha que as mulheres são inferiores aos homens. Ele considera a escravatura aceitável. Ele acha que quem desobedeça a qualquer das suas muitas regras arbitrárias deve ser imediatamente morto pelos outros crentes. Ele acha que homossexuais, banqueiros, crianças desobedientes e pessoas que comam mariscos devem ser condenados à morte. E ele não tem quaisquer problemas relativamente ao genocídio — matar civilizações inteiras, incluíndo mulheres e crianças.

A maioria dos Cristãos, naturalmente, nunca tem a sua atenção dirigida (por padres, pastores, etc.) para o descrito acima. A maior parte dos que realmente são confrontados com isso são, em geral, suficientemente saudáveis mentalmente, e suficientemente morais, para repudiar esses ensinamentos (mais uma vez, criando assim a sua própria religião em “versão soft”). E aqueles que não o são tornam-se fundamentalistas: pregadores e agentes de intolerância, sofrimento e ódio, para quem tudo o que seja menos do que uma teocracia brutalmente repressiva não é aceitável.

O que eu quero dizer com isto é que, se és um crente moral, bondoso e que se importa com os outros, és assim apesar da tua religião, não graças a ela. Tens de ignorar não só a quase totalidade do teu livro sagrado, caso contrário provavelmente já estarias preso (por, por exemplo, apedrejares o teu filho até à morte por ele chegar tarde de uma festa). E além disso tens de rejeitar aquilo em que a tua igreja acreditou piamente durante quase toda a sua existência (e de certa forma ainda acredita, mas já tem alguma vergonha de o admitir): gays são uma abominação, mulheres são inferiores e devem obedecer aos maridos, e assim por diante.

Como é que a tua moralidade pode vir da religião, se tens de ignorar quase todos os ensinamentos dessa religião para não seres um monstro?

(Nota: por favor, restringe quaisquer comentário que faças à pergunta e resposta anteriores, e não a outros assuntos, como a existência ou não-existência de Deus. Obrigado.)

FAQ: “Sem crença numa recompensa ou castigo eternos, como é que é possível ser-se moral?”

Segunda-feira, 15 de Fevereiro, 2010

De certa forma, eu nem devia responder a essa questão.

A implicação lógica de perguntares isso, de achares que a pergunta faz sentido, é esta: a única razão pela qual tu não roubas, violas ou matas é o medo do Inferno e/ou desejo do Céu. Se visses qualquer outra razão válida para não o fazeres, nunca farias tal pergunta.

E, pior que isso, se alguma vez perderes a crença actual, vais efectivamente roubar, violar e matar, já que é só essa crença que actualmente te prende. A palavra “psicopata” vem-me à cabeça por qualquer razão.

Mas vou ser generoso, e assumir que não és realmente assim, e que simplesmente repetiste algo que te ensinaram, sem pensares nas implicações (o que nunca é boa ideia).

Pensa em duas crianças. Uma delas “porta-se bem” porque foi bem criada e educada, porque se importa em fazer a coisa certa, porque tem princípios morais. A outra “porta-se bem” apenas porque não quer apanhar uma sova. Qual das crianças achas que é a “melhor”? A mais moral?

Ou pensa simplesmente nisto: o que dirias de alguém que só não comete crimes quando a polícia está perto?

Há muitas razões possíveis e válidas para nos importarmos com outras pessoas. Empatia, por exemplo. Cooperação. Comunidade. Acreditarmos nos outros. Amizade. Amor. Respeito. Um sentido de justiça. Querer tornar o mundo melhor. Com tudo isso, é ainda preciso uma ameaça de tortura eterna?

(Nota: por favor, restringe quaisquer comentário que faças à pergunta e resposta anteriores, e não a outros assuntos, como a existência ou não-existência de Deus. Obrigado.)

FAQ: “Como é que podes ser ateu? Não consegues provar que Deus não existe!”

Segunda-feira, 15 de Fevereiro, 2010

Posso responder a essa pergunta de duas formas diferentes, e qualquer delas é suficiente.

1- Não é a mim que compete fazê-lo.

Provavelmente já ouviste ou leste em algum lado o termo “ónus da prova”. Neste contexto, funciona assim: quando alguém afirma algo novo, é responsabilidade dele provar esse algo, ou pelo menos fornecer evidências suficientes para esse algo ser, tanto quanto se sabe, mais provável do que o oposto. Não são os outros que têm de desprovar a afirmação. Por outras palavras, o ónus da prova pertence a quem faz a afirmação — sobretudo se for uma afirmação invulgar ou extraordinária.

Imagina que alguém te acusa de seres um extraterrestre disfarçado de humano. Irias sentir que tens obrigação de provar a ele e ao mundo que és um humano normal? É claro que não. É a outra pessoa que tem de provar o que afirmou, que tem de providenciar evidências para a sua afirmação. O mesmo para quem te acuse de teres cometido um crime.

Também é assim no caso de afirmações como “existe um deus, e ele é exactamente como eu acredito que ele é”. Quem faz a afirmação é que tem o ónus da prova. Uma pergunta como “podes provar que isto não aconteceu?” só funciona em filmes do Ed Wood. :)

2- Podes provar que X não existe, então?

Outra forma de nulificar a afirmação “não podes provar que Deus não existe” é responder com a mesma pergunta. Consegues provar que Zeus não existe? Afrodite? Odin? Thor? Alá? Kali? Nanabozho?

Terás de admitir que não consegues. E mais, poderias dedicar o resto da tua vida a tentar provar que qualquer um deles não existe, e irias falhar miseravelmente. Devo, então, assumir que acreditas em todos eles? Ou pelo menos que os consideras tão prováveis de existir como o deus em que acreditas?

Não? Então porque não? Acreditar em determinado deus porque não é possível provar que ele não existe, mas não aplicar a mesma lógica a todos os outros deuses, é um exemplo clássico de “standard duplo”… a atitude intelectualmente honesta seria aplicar o mesmo “standard” a qualquer tipo de deus… ou crença.

(Nota: por favor, restringe quaisquer comentário que faças à pergunta e resposta anteriores, e não a outros assuntos, como a existência ou não-existência de Deus. Obrigado.)

FAQ: “Porque é que odeias Deus?”

Segunda-feira, 15 de Fevereiro, 2010

Deixa-me responder com uma pergunta semelhante: Porque é que odeias Thor?1

Não odeias, pois não? Estás ciente de que Thor não existe, e é absurdo “odiar” algo que não é real.

Bem, para um ateu, é exactamente a mesma coisa. O teu deus, tanto quanto sabemos, é tão inexistente como Thor. É tão real como Thor. E ateus — da mesma forma que tu, aposto — não “odeiam” seres que acreditam ser fictícios.

Se por vezes notas raiva em ateus como eu, ela é provavelmente dirigida a certos crentes em particular, e aos seus actos, porque acreditamos que esses actos estão a prejudicar a humanidade em geral, a criar ou aumentar o sofrimento de inocentes, e a perpetuar uma ideia em relação ao mundo em que vivemos que simplesmente está errada. Não é dirigida a “Deus”. Não é preciso existir um deus para que os crentes (como os Cristãos, mas não apenas eles) sejam reais. E os seus actos também. E esses actos podem, em certos casos, revoltar-nos.

Da mesma forma, ateus não são “satânicos”: para nós, Satanás (Satã para os brasileiros) é tão fictício como qualquer divindade.

(Nota: por favor, restringe quaisquer comentário que faças à pergunta e resposta anteriores, e não a outros assuntos, como a existência ou não-existência de Deus. Obrigado.)

  1. sim, devia ter linkado para este, mas, ei, sou fã da Marvel :) []

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