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Arquivo da Categoria ‘Humor’

O céptico na sala (música)

Quarta-feira, 30 de Março, 2011

Isto está lindo. 🙂 Grande letra, e grandes exemplos.

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Adoro o optimismo da conclusão, também. Já várias pessoas me perguntaram, por eu escrever sobre estes assuntos (se bem que o tenho feito menos nos últimos tempos, em parte por andar mais ocupado com o meu novo blog de temas “geeky”, Winterdrake), se eu acho (por vezes com uma atitude de “serás assim tão ingénuo?”) que o que escrevo neste blog, e o que já escrevia noutros no passado, alguma vez vai fazer alguém mudar de ideias, já que 1) as pessoas em geral não o fazem, ponto, 2) religiosos são especialmente difíceis e dogmáticos, tratando em geral as suas crenças como “tabu”, e 3) se eles próprios admitem que não é pelo uso da razão que têm as suas crenças, não são argumentos racionais que alguma vez os vão afectar.

Tudo isso é, em grande parte, verdade. Mas, sim, se sem dúvida não dá para atingir os fundamentalistas fanáticos, também há crentes “on the fence”, que começaram a duvidar das crenças em que foram educados desde bebés, mas que mesmo assim não fazem ideia de que livrar-se completamente delas é uma opção, que é possível ser-se um ateu (ou qualquer forma de “não-crente”) sem que isso faça de nós a) monstros imorais, e b) pessoas deprimidas, com vidas frias, cinzentas e sem objectivo. Às vezes, um mero exemplo pode fazer a diferença. Outras vezes, pode ser um argumento.

Da mesma forma, é possível que passem por aqui crentes que acham que chegaram à sua fé de uma forma racional, que respeitam o raciocínio e a lógica1. Infelizmente, em mais de um ano de existência deste blog, continuo à espera.), e que talvez reconsiderem as suas crenças se confrontados com o facto de que o raciocínio e a lógica são incompatíveis com tais crenças. Sim, sem dúvida que muitos aí escolherão rejeitar o raciocínio e lógica, rejeitar a mente… mas é possível que nem todos o façam. E uma pessoa libertar-se das suas crenças (coisa que me disseram que já aconteceu, noutro blog, anos atrás) já é bom, já fez tudo valer a pena.

  1. aliás, adorava um dia ter aqui comentários de algum crente capaz de argumentar com factos e lógica, em vez de simplesmente “pregar”, citar a Bíblia EM MAIÚSCULAS (o que obviamente é mais convincente), ameaçar-me com a Aposta de Pascal, ou tentar psicanalisar-me por eu falar destes assuntos (“obviamente, precisas de te sentir superior… ah, e és ateu porque odeias Deus por causa de uma má experiência na infância!”) []

Cectic: webcomic de cepticismo

Quinta-feira, 8 de Julho, 2010

Cectic é um webcomic que já acabou há uns anos (se bem que o autor fez 2 novos comics mais recentemente) cujo tema é, como o nome sugere, o cepticismo. Tudo com algum humor, é claro.

Alguns dos meus preferidos:

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Prayer Failure – algo que gostava que médicos e familiares fizessem a doentes destes, para abrirem um pouco os olhos.

 

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The Tides of Crime – Um exemplo perfeito da falácia habitualmente descrita como “counting the hits and ignoring the misses”. Obviamente a lua cheia não faz qualquer diferença, mas isso não impede o polícia em questão de acreditar que faz… porque inconscientemente ignora todas as vezes em que a sua teoria é contrariada.

 

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The day Mom found religion – É muito mais fácil (e cobarde) inventar “bichos papões” do que realmente ensinar moralidade e ética aos filhos. Quando ficam maduros demais para o Pai Natal, é altura de lhes introduzir uma versão um pouco menos infantil… e muito mais nefasta.

 

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Aspirin Versus Prayer – Quando se interpreta todos os resultados segundo uma visão distorcida da realidade, todos esses resultados parecem confirmar essa visão. Em último caso, há sempre o “Deus tem um plano”.

 

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Conclusive Proof – Já ouviram falar em “double standards”? Eis um exemplo dos mesmos. Para quem é tão irracional e intelectualmente desonesto que as suas crenças existem de acordo com os seus desejos e não com a sua observação, não custa nada ser-se incrivelmente “céptico” relativamente a algo em que não se quer acreditar, e em simultâneo ser-se o maior dos crédulos em relação a algo em que se quer.

 

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An Atheist’s Endearment – Ocasionalmente, este comic consegue ser “tocante”; este é um exemplo. A ideia de que a nossa vida, as nossas relações e os nossos sentimentos são insignificantes só por a nossa vida ser finita é absolutamente repugnante, e insulta tudo o que já sentimos, fizemos e somos.

 

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Vocations – E ocasionalmente ele é “poético”. O universo em que vivemos é maravilhoso — mas reduzir tudo a “foideus” ou “diznabíblia” é do mais limitado — e estúpido, e desperdício de oxigénio — que se pode imaginar.

 

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Sense of Mystery – uma boa resposta para quem é tão cego e ignorante que julga que é preciso existir o “paranormal” para o universo ser fascinante. Só pensa tal barbaridade quem não sabe nada de nada. Bónus por incluir uma cena do último episódio do Star Trek: The Next Generation (“All Good Things…”). 🙂

Ouvidos delicados

Quarta-feira, 12 de Maio, 2010

Até parece combinado, não é? Depois desta questão, e desta, e desta resposta às mesmas (à qual já respondi, no blog em questão), o sempre delicioso Jesus and Mo demonstra claramente a situação absurda actual…

Jesus and Mo - "Ears"

… em que qualquer crítica a uma crença religiosa é “estridente”, “militante”, “intolerante” e “pessoalmente ofensiva”, coisa que não aconteceria para qualquer outro assunto.

A religião em geral, cada religião individualmente, e cada crença religiosa especificamente, não passam de ideias, e não há nenhuma razão válida para estarem numa posição privilegiada acima de críticas, nem os crentes têm qualquer justificação para igualar críticas às suas crenças a ataques pessoais… ou direito de o fazer. É altura de retirar as crenças religiosas do “colo da mamã” onde continuam a ser injustamente protegidas e privilegiadas, e trazê-las para o mundo real, o “mundo dos crescidos”, onde todas as outras ideias já vivem há muito tempo.

P.S. – para não dizerem que “ponho tudo no mesmo saco”, se és crente mas não consideras que criticar crenças religiosas (tanto a tua como outras) é “blasfémia”, nem achas que tais crenças devam estar privilegiadamente acima de críticas, 1) obviamente, este post não te está a criticar a ti, e 2) parabéns, é pena a maioria dos crentes não ser como tu, neste aspecto. 🙂

Bento XVI é ateu! Católicos, revoltem-se!

Quarta-feira, 5 de Maio, 2010
Bento XVI é ateu

Estou obviamente meio a brincar no título deste post, mas, por outro lado, fora de brincadeiras, se o Papa e os que estão directamente abaixo dele realmente acreditassem que 1) Deus existe, 2) eles são os representantes do mesmo na Terra e 3) Deus atende a preces, então não faria sentido toda esta segurança “laica”. O que só prova que entre a protecção de Deus e a da polícia, preferem a segunda — ou pelo menos não a dispensam, o que prova que não confiam totalmente na primeira.

(via Portal Ateu)

Hoje é Domingo de Páscoa… também conhecido por Dia dos Zombies!

Domingo, 4 de Abril, 2010

E não, não me refiro a Jesus Cristo, mas sim a…

Páscoa: Dia dos Zombies

(Via Unreasonable Faith)

E, para os curiosos, um olhar um pouco mais sério a esses 2 versículos da Bíblia no Daylight Atheism.

Humor: “É só um livro.”

Terça-feira, 16 de Março, 2010

Uma forma original de lidar com maluquinhos chatos sem respeito nenhum pelo sossego alheio que se ponham a ler — bem alto — a Bíblia no comboio / metro / autocarro / etc..

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Por acaso, nunca vi ninguém fazê-lo cá, nos meus tempos de transportes públicos; mais uma vez, é porque em Portugal somos maioritariamente Católicos, para quem a Bíblia não é ultra-mega-importante como é para os Protestantes americanos. Já ouvi pregar, no entanto. Suponho que aí teria piada se cada um se levantasse a pregar outra religião, mesmo que recentemente inventada, como o Monstro Voador de Esparguete ou a Unicórnia Invisível Cor-de-Rosa

“Tem de existir algum tipo de deus, logo a minha religião está 100% certa!”

Sexta-feira, 12 de Março, 2010
Tem de existir um criador, logo esta religião específica está 100% certa!

Já mencionei em O problema de “Deus existe porque o universo existe” que a ideia de que a complexidade do universo implica algum tipo de criador não se reflecte de forma alguma em “Deus é assim” ou “quer assado” ou “Jesus morreu pelos nossos pecados”1 ou qualquer outra crença ou dogma das várias religiões existentes.

“Tem de existir algum tipo de deus / criador”, se fosse correcto (não é), implicaria apenas isso — que tem de haver algum tipo de deus. Não implicaria absolutamente nada sobre ele (ela? eles?), sobre a sua história, os seus desejos, a sua moralidade, ou mesmo o facto de ainda estar “vivo”; não implicaria, de forma alguma, que esta ou aquela religião estão certas, e chegar a essa conclusão não passa de desonestidade intelectual.

O comic acima, de ontem, demonstra bem esse erro, infelizmente muito típico…

  1. isto é, Deus teve de vir ao mundo e ser torturado e morto para nos conseguir perdoar []

Paródias de placards de igrejas nos EUA

Quinta-feira, 11 de Março, 2010

Fiz isto em 2007, para outro blog, usando o Church Sign Generator. Acho que se mantêm actuais. 🙂

God exists because the Bible says so. Do you doubt the word of God?

Eating shrimp is an abomination -- put them to death! Leviticus 11:9-12

All your base are belong to us. You are on the way to destruction.

In Soviet Russia, God prays to you!!

E se os acham absurdos demais (pelo menos os primeiros dois, já que os seguintes têm mais a ver com cultura popular internetiana do que religião propriamente dita), dou-vos dois exemplos reais que não são propriamente mais “sãos” do que os acima: um aqui, e outro no Portal Ateu.

Christopher Hitchens e os 10 Mandamentos

Sexta-feira, 5 de Março, 2010

Um vídeo curto, acessível e com algum humor, do sempre brilhante Hitch.

I saw you coveting right now - you have the right to remain silent.A quem ainda achar que os 10 Mandamentos da Bíblia são uma boa ideia e são (como alguns crentes costumam dizer) “a base da moralidade e da lei nos dias de hoje”, recomendo estes dois brilhantes artigos do site Ebon Musings:

The Big 10 (comentário aos 10 originais)
The New Ten Commandments (sugestão de “regras de vida” — o autor, e muito bem, não gosta do termo “mandamentos”, porque quem é qualquer um para comandar outro? –, de um ponto de vista laico e humanista)

O segundo teve a particularidade de ser citado por Richard Dawkins no livro “The God Delusion”.

Richard Dawkins, estilo South Park

Terça-feira, 2 de Março, 2010

É menos de minuto e meio, por isso vê-se num instante.

E, se quiserem ver a versão original…

e ainda (parte 2 do anterior: perguntas do público e respostas)…

(se estás num agregador e não vês os vídeos, clicka aqui.)


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