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A “Ground Zero Mosque” e a tirania dos “sentimentos”

Quarta-feira, 18 de Agosto, 2010

(aviso: este post é um pouco mais informal e “irritado” do que o habitual; começou por ser uma sequência de comentários no Facebook, e escolhi manter a “crueza” deles aqui. Só o “P.S.” é que é novo.)

A história da “mosque” no mesmo bairro do sítio do 11 de Setembro, com os sentimentos feridos destes, e as emoções magoadas daqueles, e tudo o resto… Desculpem o que vem a seguir, mas, porra, FODAM-SE OS SENTIMENTOS!

Já estou farto de ver “os meus sentimentos” ou “os sentimentos destes ou daqueles” como desculpa para exigir leis ou políticas para um estado ou um país, como desculpa para não cumprir a lei existente e sair impune, e como desculpa para oprimir outros. Como se “sentimentos feridos” tornassem algo ou alguém automaticamente certo e incriticável. Aos americanos (e não só) que se opoem a algo perfeitamente legal e legítimo porque isso lhes “fere os sentimentos”… CRESÇAM UM BOCADINHO, ok?

E, sim, isto vem de tudo o que tenho lido na última semana sobre o assunto, mas a “gota de água” foi ouvir uma pessoa — portuguesa! — dizer que concordava inteiramente com a oposição à “mosque”, porque num caso como este estamos a falar de emoções feridas, e por isso o que é legal ou não — e o que é ético ou não — é irrelevante.

Uma atitude destas mete-me nojo a todos os nívels, e só me dá vontade de responder mencionando onde este tipo de pessoas pode ir meter as suas preciosas “emoções” — feridas ou não.

P.S. – e há muito que me irrita esta ideia, pelos vistos aceite pela maioria da sociedade, de que sentimentos e emoções são as coisas mais importantes do mundo, e que qualquer posição ou acto (incluindo uma eventual atrocidade) é aceitável — e incriticável –, bastando para isso que o autor diga “eu sinto isto muito“.

Dia de desenhar Maomé

Quinta-feira, 20 de Maio, 2010

Hoje é o Dia de desenhar Maomé (link neste momento em baixo; não sei se será por excesso de acessos, ou porque o serviço de hosting se acobardou), que também tem um grupo no Facebook. Sendo assim, aqui vai a minha entrada, feita num minuto no Gimp:

Maomé

(se eu desaparecer nos próximos tempos, já sabem o que foi. 🙂 )

O meu objectivo com isto não é ofender ninguém, se bem que imagino que tal aconteça; é, apenas, dizer a certos elementos de certa religião que eles não conseguem calar o mundo inteiro com ameaças cobardes de violência. Em sociedades não-medievais, a liberdade de expressão é infinitamente mais importante do que o “direito” (que não existe) das pessoas não ouvirem ou verem nada que as ofenda. Até porque, se vamos por aí, também me ofendem — profundamente — as barbaridades que certos membros da “religião da paz” dizem e, sobretudo, fazem. Mas tomaria eu que tudo o que eles fizessem fosse ofender-me a mim e a outros…

Se quiserem mais exemplos do Dia de desenhar Maomé, vejam o Planet Atheism hoje (dia 20 de Maio), ou, se já tiver passado algum tempo, naveguem lá até esse dia. Há lá uns excelentes, tanto em termos artísticos (coisa que obviamente não acontece com o meu) como em termos de mensagem.

Sugiro também o Mohammed Image Archive, que tem imagens de todos os tipos — incluindo pinturas feitas durante a vida do referido. E não deixem de ver os emails que esse site já recebeu…


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