Já mencionei em O problema de “Deus existe porque o universo existe” que a ideia de que a complexidade do universo implica algum tipo de criador não se reflecte de forma alguma em “Deus é assim” ou “quer assado” ou “Jesus morreu pelos nossos pecados”1 ou qualquer outra crença ou dogma das várias religiões existentes.
“Tem de existir algum tipo de deus / criador”, se fosse correcto (não é), implicaria apenas isso — que tem de haver algum tipo de deus. Não implicaria absolutamente nada sobre ele (ela? eles?), sobre a sua história, os seus desejos, a sua moralidade, ou mesmo o facto de ainda estar “vivo”; não implicaria, de forma alguma, que esta ou aquela religião estão certas, e chegar a essa conclusão não passa de desonestidade intelectual.
O comic acima, de ontem, demonstra bem esse erro, infelizmente muito típico…
- isto é, Deus teve de vir ao mundo e ser torturado e morto para nos conseguir perdoar [↩]


